| Autor(es): agência o globo: |
| O Globo - 14/10/2011 |
A agência de classificação de risco Standard & Poor"s (S&P) anunciou ontem o rebaixamento da nota da dívida soberana da Espanha em um grau, de "AA" para "AA-", com perspectiva negativa. A decisão foi motivada pelo fraco crescimento econômico, o desemprego, as condições financeiras difíceis e o alto nível de endividamento do setor privado. A situação delicada dos bancos espanhois também pesou na decisão da S&P. Além disso, a Fitch reduziu o rating dos bancos UBS, Lloyds e Royal Bank of Scotland. A agência também colocou em revisão, para possível rebaixamento, Bank of America, Morgan Stanley, Goldman Sachs e cinco bancos europeus. "Apesar dos sinais de recuperação em 2011, vemos perspectivas arriscadas para o crescimento da Espanha", afirma a nota da agência. Segundo a S&P, a Espanha só crescerá 0,8% em 2011 e 1% em 2012, previsões abaixo daquelas feitas em abril pela própria agência, de expansão de 1,5% este ano. A desaceleração da recuperação econômica dos principais parceiros econômicos da Espanha também contribuiu. A S&P alerta que pode haver um novo rebaixamento. Já a Fitch justificou o corte da nota dos bancos porque "seus modelos de negócios são sensíveis aos crescentes desafios dos mercados financeiros". A agência também citou a crise na zona do euro. Europa aprova fundo de resgate. Dilma critica FMI Já o Parlamento eslovaco aprovou ontem a ampliação do fundo de resgate europeu, para 440 bilhões. A Eslováquia havia rejeitado a medida terça-feira, quando o governo, que assumiu há um ano, a vinculou a um voto de confiança. Agora haverá novas eleições. Primeiro os parlamentares aprovaram, por 143 votos a favor e três contra, a realização de eleições em março. Depois foi votada a ampliação do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (Feef), com 114 votos a favor, bem acima do mínimo necessário, de 76. Os debates duraram meia hora. Na terça-feira, foram nove horas. O principal partido de oposição, o Smer, prometera aprovar o Feef após a queda do governo da primeira-ministra, Iveta Radicova. Ela fica no cargo até as eleições. Dilma Rousseff comparou ontem a situação do Brasil nas décadas de 80 e 90, quando, em meio à crise da dívida, se submetia às regras do Fundo Monetário Internacional (FMI). - Nós sabemos o quanto nós perdemos de oportunidades nas duas décadas em que estivemos sob a ingerência do FMI. Segundo Dilma, o quadro da Europa é similar: - Falta uma convicção política uniforme aos líderes internacionais sobre como lidar com a atual crise econômica. Já vimos uma parte desse filme. Sabemos o que é a supervisão do FMI e sabemos o que é proibir que o país faça investimentos. |
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Standard & Poor's rebaixa Espanha por crescimento fraco e risco bancário
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