O jogo da Rodada II é o da Sulamericana, Flamengo e Universidade do Chile, a La U.
O Flamengo veio no tradicional 4-4-2, só que Luxemburgo aparentemente desmanchou o losango do meio campo, tanto na outra partida quanto nessa, e veio com alguns reservas, mas tudo indica que preservando o esquema que pretende. Retomando, o meio sai do losango tradicional para o mais tradicional ainda "dois volantes e dois meias" com Airton e Willians (Renato quando jogar o time completo) e Thiago Neves cada vez mais de meia-atacante. Bottinelli supostamente rende mais caindo pelos lados, mas possui a qualidade necessária a organização de jogo que o Fla precisa jogando pelo centro, só tem que dar velocidade em alguns momentos já que cadencia bem as jogadas quando deve. Imagino que o Bottinelli ainda não está ambientado a dinâmica de jogo do Brasil e também precisa jogar mais para pegr ritmo. Ronaldinho Gaúcho não tem condições de se afastar tanto da área simplesmente porque não consegue render bem e recebe marcação dobrada ou de até três jogadores de uma só vez! Por fim Deivid não demonstra que pode adaptar-se a função de centro-avante, apesar de ter uma história que o credencia como bom jogador e goleador por onde passou.
A zaga esteve bem infeliz nesta noite, com erros de posicionamento e individual de Wellington e de Deivid que até penalti cometeu.
Agora o grande problema do Flamengo: os passes! Além dos motivos que já citei em posts anteriores temos dois grandes agravantes para a quantidade de erros, que é a falta de compactação do time e a falta de qualidade dos homens da saida de bola, os volantes. Os jogadores precisam aproximar-se mais para que dessa forma, mais próximos, tornem os passes menos difíceis e consequentemente o índice de acertos aumente.
Jogando com 1 a menos no 1° tempo o time do Rio foi amplamente dominado. O mais indicado ao time jogando com menos um jogador seria fazer duas linhas de quatro jogadores na marcação e Ronaldinho na frente, mas o que se via eram três ou quatro jogadores disparados a tentar marcar pressão, mas como o restante do time não acompanhava e diminuia os espaçõs do adversário as tentativas não funcionavam, e o pior, sobravam mais espaços para os adversários atacarem.
Por fim com relação ao Flamengo, é preciso estudar mais o adversário e também que alguns times do Brasil acabem com essa arrogância quando vão jogar com algum time de fora. O futebol brasileiro será melhor se jogar melhor, naturalmente, e nada adianta ter toda essa impáfia. Esperar sempre adversários encolhidos ou se surpreender com times abusados não dá mais em idos do século 21.
Com relação a La U tivemos a grata surpresa de ver essa nova versão do time chileno. O time joga num 4-4-2 à inglesa, com dois meias bem abertos e os volantes atuando como articuladores pelo meio quando com a bola. Lorenzetti na direita e os ótimos atacantes Vargas e principalmente Castro, expulso do jogo. Outro expulso foi Airton do Fla. Salvaguardadas as devidas proporções, a Universidade do Chile apresenta um futebol bem semelhante característicamente ao do Barcelona (e deve usa-lo como modelo inclusive), com toques rápidos e de primeira, movimentações ininterruptas e trocas de posições entre os jogadores, que em sua maioria são pequenos e ágeis, compondo assim o repertório de jogadas do Universidade, além de bolas seguidamente invertidas, passes de lado a lado do campo, mas sempre em vertical ou diagonal, a fim de pegar a marcação de surpresa e abrir espaço para as jogadas.
Dessa maneira, as tentativas de marcação pressão do rubro-negro eram quase sempre mal sucedidas pela rápida saída de bola com passes velozes, precisos e com as opções proporcionadas pelas movimentações.
Na marcação o time também se assemelha ao Barcelona, com marcação dobrada e por muitas vezes até triplicada no adversário, que sem qualidade na saída de bola sucumbia.
Outro ponto interessante na LaU são os contra-ataques, que além de velozes eram em bloco, com 3 ou 4 jogadores. Os ataques eram feitos com 6, 7 até 8 jogadores no campo de ataque, sempre com toques rápidos e trocas de posições, com volantes bem agudos e muitas finalizações.
Muito disciplinado taticamente, o time do Chile começou a cair insistentemente pela direita do Flamengo após a substituição do lateral por um atacante, uma vez que realmente o Fla precisava de alguém na área, tanto que em um dos únicos bons lances de ataque rubro-negro o Jael acertou a trave adversária. Lorenzetti deslocou-se para a esquerda do seu ataque, direita do Fla e com ajuda de Mena infernizou por aquele lado, com direito a golaço em contra-ataque fulminante da La U.
O Flamengo oscila muito nesse último semestre e também dentro de cada jogo. A volta de Maldonado pode dar a qualidade de passe na saída que o Flamengo precisa, junto com a escalação do Renato como volante. Bottinelli tem que assumir a responsabilidade de pensar o jogo do meio campo até a intermediária de ataque da equipe, onde pode ser auxiliado por Ronaldinho e Thiago e aí então cair mais pelos lados de campo. No ataque Jael deve ter oportunidade em 2 ou 3 jogos seguidos sem ser substituido para sabermos o que pode render.
Um abraço galera, até o próximo post.
De economia
Ou futebol
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