O BC fez suas apostas, baseado em projeções e informações que possivelmente só ele detem. Não se pode deixar e observar que são opções de risco, já que conta com a realização dos cenários com curto espaço de manobra para acerto: a mínima alta da inflação e a meta estou, o que redundará em carat pública do Bc para explicar-se. A média de 0,48% por mês até o fim do ano assegurará o cumprimento da meta, o que não é impossível, mas o espaço de manobra é bem tênue.
Outro ponto é que muitos agentes perderam dinheiro em função da reversão na direção dos juros e é sempre natual que os ruídos aumentem por conta dos calos pisados, então muita atenção aos falatórios exarcebados, podem ter por trás na verdade algum grupo insatisfeito.
No mais é saber que o BC assume um risco que não é pequeno, ainda mais levando em conta que uma instituição desse calibre não pode errar, mas que pode colher grandes frutos, a saber, a alteração no padrão dos juros brasileiros, em momento propício que é o atual cenário de estagnação econômica. As medidas macroprudenciais e o reforço em 10 bilhões de um superávit bastante obtenível torna a aposta do BC arrojada e oportuna.
É pagar para ver.
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