quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Jogo da Rodada

O Jogo da rodada foi o movimentado empate entre Cruzeiro e São Paulo em Minas.
O Cruzeiro parece estar se reorganizando com a chegada de Mancini, até porque tava difícil de ficar pior! Jogou no tradicional 4-4-2 ou 4-2-2-2, com dois volantes de contensão (Charles e Paraná), dois meias (Montillo e Roger) e no ataque Keirrison e Farias.
O Cruzeiro se ressente ainda do longo tempo que passou com Adilson Batista, a meu ver, que implantou um esquema de jogo que o Cuca apenas fez adaptações, com muitas trocas de posições no meio-campo, claro, contando com uma ótima safra que tinha o Henrique, Marquinhos Paraná, Charles, Ramires, Wágner, Bernardo, Pedro Ken, o próprio Montillo, enfim, em que quase todo mundo marcava e atacava. No jogo de ontem pareceu clara a necessidade de proteção maior para a zaga, já que jogar com apenas dois jogadores que marcam efetivamente parece ser pouco para a equipe. Roger precisa fazer mais, apesar de lampejos de bons passes as boas jogadas já não saem com a mesma facilidade dos tempos de Fluminense e nunca foi exímio marcador. Keirrison é uma grande incógnita e Farias pode ser uma espécie de "Herrera" do Cruzeiro se tiver sequência de jogos. O Gilberto faz muita falta para compor o meio com chutes e lançamentos e força na marcação, mesmo com 30 e poucos anos e por certo que falta confiança a equipe. Outro ponto muito interessante é o goleiro Fábio, capaz de defesas sensacionais e, no mesmo jogo, não falhar, mas tomar gols "defensáveis".
O São Paulo veio para esse jogo com uma proposta diferente do jogo com o Flamengo. Fora de seus domínios ousou e abandonou o 4-4-1-1 que o Adilson tanto gosta em favor um time mais ofensivo e mais à brasileira, um 4-5-1 meio desfigurado. O desperdício que é esse menino Jean, ótimo cabeça-de-área, jogando de lateral, Denilson como "leão-de-chácara" do meio campo mais plantado e o Paraíba como 2º volante dando qualidade a saída de bola. Rivaldo e Cícero de meias sendo que o Cícero tem uma participação de jogo bastante interessante: ele marca como um volante até com certa eficiência quando o time está sem a bola ao mesmo tempo que pouco auxilia na saída de bola quando o time a recupera, passando então a ser uma espécie de meia-atacante, infiltrando-se na área adversária, mais ou menos como joga o Thiago Neves, só que com o diferencial, como disse acima, que o Cícero marca bem melhor. O Rivaldo continua em ótima forma, dando arranques e marcando bem, além de organizar o jogo do São Paulo. Dagoberto caindo pelos lados de campo  e aparecendo de frente para o Luís Fabiano, que ficava quase sempre de costas para a marcação.
O São Paulo aparenta ter dois times distintos. A defesa continua se portando mal nas bolas alçadas e na marcação das jogadas de lado de campo. Já o ataque parece mais afinado a cada jogo, seja qual for a formação, com Cícero entrando em velocidade, como foi na bela jogada que resultou em penalti (a meu ver muitíssimo mal marcado) ou no belo gol do Dagoberto que reafirma excepcional fase que passa. Parece nítido que essa boa fase do Dagoberto tem razão na chegada do Fabuloso que prende mais a marcação e faz ótimo passes, além de dar opção de jogada.
Luíz Fabiano pode chegar a seleção se proseguir evoluindo como se espera, para tentar uma vaga no concorrido ataque da amarelinha.
O São Paulo pode brigar pelo título se conseguir afinar mais a sua defesa e se a teimosia do Adilson permitir que ele encontre um bom lugar para o Rivaldo no time.
O Cruzeiro precisa sacar o Roger e por um jogador de meio que ajude mais na marcação e chegue pelos lados de campo, liberando a auxiliando Walter Montillo a municiar o ataque. Assim, protegendo mais a defesa, que sofreu muito com a movimentação do Dagoberto e do Cícero nas costas dos volantes (mesmo com o Charles estando sempre a caça de um dos dois pelo menos), e liberando quem sabe jogar no ataque, além de uma enorme injeção de ânimo, o Cruzeiro possa se desvencilhar do rebaixamento.
Fim de semana tem mais futebol pessoal.
Abraços

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