O Barcelona veio com uma nova proposta, como era de se esperar do criativo Pep Guardiola. Veio num 3-4-3 numa espécie de losango: Piqué no miolo de zaga marcando possíveis bolas aéreas para Didier Drogba e a sobra, Mascherano e Puyol completando a defesa, o meio com Busquets, Fabregas a direita, Xavi a esquerda e Messi como homem de ligação do meio com o ataque e Cuenca pela direita, Iniesta pela esquerda e Sanchez no comando, os três últimos do ataque. As variações do jogo mandavam Fábregas inverter com Xavi, Sanchez passar para ponta esquerda, Messi ocupar o comando de ataque lançado do meio com Iniesta ocupando o lugar de meia de ligação que era do próprio Messi.
O Chelsea veio com uma formação rigorosamente igual ao outro jogo, um 4-5-1 em linhas, espremendo o meio campo do Barcelona entre as suas linhas de defesa.
Messi esteve apagado, mas o problema maior não foi ele ter perdido o penalti. A meu ver o problema maior do pequeno gênio é a falta de repertório de suas jogadas. Além das tabelas e triangulações na boca da área e da entrada em facão da direita para o meio, com ou sem a bola, para chute ou lançado, parece não restar outra jogada ao argentino. O catalães também mostraram que seu time é desse planeta cometendo um dos mais comuns dos erros de uma equipe que precisa do resultado: atacar desordenadamente!
Claro que o Barça desorganizado é bem mais organizado do que muitos times, mas os diversos chuveirinhos e Carles Puyol como centroavante ao final me surpreendeu negativamente, e o resultado disso foi o 2º gol dos blues. Não é que não possa se vencer na raça, mas sem organização as chances de vitória são menores que com ela. Vi em muitos jogos na temporada o Barcelona girar a bola e voltar até o seu goleiro para sair novamente jogando, com intuito de chamar a equipe adversária um pouco ao seu campo, descompacta-la e abrir um pouco mais de espaço. Dessa vez nãofez isso.
O time espanhol também pouco buscou as jogadas de linha de fundo e sua zaga novamente bateu cabeça (no gol de Ramires) e bateu também na cabeça, do Piqué.
Ao Chelsea restam os méritos de, mesmo com a bobagem de Terry, conseguir vencer uma equipe que cravou (e ainda pode continuar a escrever) seu nome na história do futebol.
O dia de hoje pode ser lembrado como o dia em que o Barcelona sucumbio, ou como o dia em que Ramires foi uma mistura de Daniel Alves na lateral e Messi naquele belíssimo gol por cobertura, marca registrada do argentino!!!
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