As eleições desse ano foram marcadas pela volta de velhas lideranças ao poder em 2 dos principais municípios de Sergipe. A 1º capital do Estado viu a esperta articulação de Armando Batalha, vencedor das eleições através de sua mulher, posta de última hora em seu lugar na candidatura, Rivanda Farias. João Alves venceu ainda no 1º turno em AracajuTown e retorna, como Armando, para sua 5º passagem em cargo eletivo.
Aparentemente 2 casos diferentes mas que no detalhe tem muito em comum.
No interior Armando aproveitou-se da falta de aliança adversária. Três candidatdos aparentemente dividiram o mesmo eleitorado (Wanderlê, Carlos Vilão e Betinho) e o fator que muitos apontavam como decisivo para a derrota dele no pleito anterior, o adversário único, dessa vez (a falta desse) o levou a vitória. A isso aliou-se a administração medíocre do prefeito atual. Na capital João aproveitou-se da falta de peso político do jovem Valadares. Faltou alguém mais cascudo para disputar com o octagenário político.
Em comum com Armando, além das 4 passagens por cargos eletivos, algo que deveria ser proibido diga-se de passagem, João também parece polarizar os votos de uma população desiludida. O eleitorado, nos parece, comporta-se como em um jogo de ping-pong, de um lado para o outro, polarizando a disputa entre a suposta esquerda de inclinações centristas representada por Marcelo Déda e a direita tradicional, encabeçada por João. Nesse momento as pessoas acusaram o insusesso do PT em Aju, trazendo João, um político historicamente rejeitado no interior, mas com boa aceitação na capital. Com Armando a coisa é parecida na questão mais geral: também ele foi beneficiado pelo insatisfação da população com o atual gestor municipal, que havia vencido o último pleito, justamente o qual Armando saiu derrotado, mas que desta vez soube capitalizar isso em seu favor.
Ou seja, o que se vê é o povo votando na oposição ciclicamente, seja ela quem for, alternando "velhas lideranças ultrapassadas" ou famílias no poder com apostas em "tábuas de salvação" quando as velhas lideranças se mostram desgastadas. Como dificilmente os gestores vão suprir as expectativas o povo então retorna frustado a opção anterior, trazendo mais do mesmo para a administração, até que surja alguém que seja carismático suficiente para ser catapultado ao status de liderança municipal ou mais, como foi o caso do atual governador.
Amanhã os ponto específicos que aproximam e afastam os candidatos vencedores de Aracaju e de São Cristóvão.
See you
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