quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Eleições 2012 - João e Armando, Os Cavaleiros das Trevas Ressurgem - II

Com um pequeno atraso chega a coluna complementar sobre os eleitos das capitais do Estado.
Nesse post falaremos dos pontos que aproximam e dos que afastam Armando Batalha de João Alves.
Imagino que o 1º ponto e principal é a questão da "limpeza": Armando é "ficha-suja", enquanto João possui passe livre politicamente. São 2 carreiras conturbadas, mas a de Armando não se compara a de João.
O namorado da futura gestora de São Cristóvão possui uma história pra lá de conturbada. Reza a lenda que o mesmo chegou à velha cap sem nenhuma posse e lá trilhou um caminho de sucesso político e financeiro. Vereador, conseguiu alçar-se ao cargo de prefeito e lá permaneceu por 2 mandatos. Foi nessa época também, coincidência ou não, que seu patrimônio foi alavancado. Saiu do nada para virar um grande empresário. Segundo uma ex-esposa em entrevista a grande jornal grande parte de suas posses estão em nome de "testas-de-ferro", entre terrenos, aptos, casas, veículos, fazenda, pousada, postos de gasolina, entre outros bens difíceis de mapear. Tornou-se Deputado, mas não conseguiu concorrer a reeleição por conta de centenas de processos da época de prefeito. Muitas ações de improbidade administrativa, escandalos com relação a leilões, dinheiro da educação, saúde, licitações e mais uma boa quantidade de processos diversos por mau uso do erário. Curiosamente possui apenas, segundo declaração à justiça eleitoral, 2 casas e 1 veículo modelo Veraneio. Pobrezinho...
A seu favor muitos apontam sua capacidade política e um bom 1º mandato como prefeito. Resta apenas torcer para outro bom mandato, através da sua namorada.
João Alves possui uma história um pouco menos conturbada. É conhecido por muitos por ser um grande gestor e homem de trabalho. Engenheiro renomado, publicou diversos livros e na política esteve aliado fortemente a ditadura militar. Foi prefeito biônico de Aracaju e Governador do Estado por 3 mandatos, além de ter sido Ministro do Interior de José Sarney. Pesa contra ele algumas acusações de privilegiar sua construtora enquanto ocupante de cargo público, de mau uso do dinheiro público em obras "faraônicas" e projetos duvidosos no interior do Estado (Chapéu de Couro entre outros) característica notadamente da Ditadura e de problemas afins que desembocaram na prisão de parentes próximos pela Polícia Federal.
Como pontos positivos é reconhecido por ser um grande administrador público, com destaque na área de segurança e infraestrutura.
Mais um que vale torcer para que faça uma boa gestão.
É esperar para ver.

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