Os americanos jogam num 4-1-4-1, "à inglesa", jogam o basicão, mas fazem com eficiência. Ultrapassagens e jogadas pelas laterais em velocidade, chegada em bloco ao ataque, toque de bola e defesa razoavelmente postada. Dempsey, ainda fora das melhores condições, joga um bom futebol, armando por dentro na linha do meio campo. Outro bom de bola é o meia Landon Donovan, que joga armando a equipe pela direita e teve ótima passagem pelo futebol inglês. No mais é só bola aérea e jogadas para o interessante e isolado atacante Gomez que se vira (as vezes bem) como pode.
Pelo lado do Brasil temos alguns problemas e algumas boas surpresas. O 4-3-3 ( ou 4-2-3-1, como preferir) quando ataca se transforma num 4-2-4, com bastante marcação por pressão no ataque e congestionamento na intermediária da defesa. O problema é quando pegar uma seleção de mais qualidade e a bola passar com toques rápidos por essa 1º linha de marcação se haverá velocidade de retorno, compactação e consgestionamento do meio campo.
Rafael foi bem, apesar de eu particularmente ter ressalvas, uma pequenina falha, mas fez grande jogo e espetaculares defesas. As laterais são casos opostos: as duas sofreram com os ataques estadunidenses mas o desempenho da direita foi uma surpresa desagradável, incluindo bolas nas costas, problemas de cobertura, posicionamento na bola aérea e muito pouco apoio ao ataque, o Danilo precisa melhorar muito e deverá perder a vaga para o Fábio. Marcelo na esquerda é incostentável, um dos melhores do mundo se não o melhor, um dos poucos laterais que marca por dentro, dispensa comentários.
A zaga em geral precisa treinar posicionamento e pegar ritmo, Juan precisa ganhar cancha e ainda não está no pronto para a seleção principal, talvez nem para olímpica e Thiago Silva (na minha opinião e de muita gente o melhor zagueiro do mundo) não precisa de comentários.
A tarde falamos do meio campo e do ataque.
Nenhum comentário :
Postar um comentário