Governo eleva IPI de montadoras com baixo conteúdo nacional
Portal Terra - 15 de setembro de 2011 • 18h49 • atualizado 19h48
O governo brasileiro anunciou nesta quinta-feira o
aumento do Imposto sobre Produtos Industrializads (IPI) sobre carros
importados, numa ofensiva para tentar estimular as montadoras a aumentar
a produção nacional. De acordo com a medida, veículos vendidos no País
que não se enquadarem em 6 de 11 etapas de produção (incluindo montagem,
estampagem, pintura, fabricação de motores de embreagem e câmbio) e
mostrem que pelo menos 65% do conteúdo tenha sido produzido no Brasil e
no Mercosul, estarão sujeitos a alíquota adicional de 30 pontos
percentuais de IPI.Além disso, as
empresas devem comprovar que investem em pesquisa e desenvolvimento no
País. "Nós ficamos preocupados quando lemos nos jornais que a indústria
automobilística está aumentando os estoques no pátio", argumentou o
ministro da Fazenda, Guido Mantega, argumentando que o objetivo das
medidas é preservar os empregos no País, em meio à maior competição
internacional.As montadoras terão 60
dias para mostrar que preenchem os requisitos para escapar do aumento do
IPI, que vai vigorar até dezembro de 2012. As que não se enquadrarem,
pagarão o imposto de forma retroativa. Segundo Mantega, de 12 a 15
empresas devem se enquadrar nos critérios anunciados. "A medida
significa que está aumentando em 30% o custo do veículo importado",
resumiu o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante.As
medidas chegam após várias montadoras anunciarem redução na produção de
veículos devido ao aumento dos estoques nos pátios, como reflexo da
economia em desaceleração. Além disso, a fatia dos carros importados no
mercado brasileiro não para de crescer. Em 2009, a fatia dos importados
no mercado nacional era de 15,6%. Desde então, esse percentual passou a
18,8% em 2010 e a 22,5% de janeiro a agosto deste ano.
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