terça-feira, 20 de setembro de 2011

Dez razões que levam os especialistas a criticarem o protecionismo no setor automotivo

Correio Braziliense - 20/09/2011

Concentração
As quatro maiores montadoras, dentre as 12 instaladas no país, respondem por mais da metade (54%) das vendas domésticas e vêm ampliando ganhos com o crescimento do mercado;
Consumidor
O aumento da concorrência, com o avanço de marcas coreanas e chinesas, derrubou os preços e ampliou vantagens em favor do bolso do comprador;
Empregos
Após a repentina montagem de grandes redes concessionárias no país, pode haver adiamento ou fechamento de lojas. A perspectiva de abertura de fábricas também ficou incerta;
Mercosul
A maioria das montadoras que brigam pelo domínio do mercado interno também fabrica na Argentina, Uruguai e México, gozando da isenção de Imposto de Importação (35%) do bloco e se livrando do aumento do IPI;
Crescimento
Com o Brasil se tornando o quarto maior mercado mundial, com mais de 3 milhões de unidades vendidas por ano, o custo de produção por unidade caiu e o lucro por unidade subiu;
Competitividade
Além de ser um retrocesso à abertura dos anos 1990, barreiras comerciais via alta de impostos reduzem a competição, facilitam a alta de preços e reforçam ineficiências domésticas;
Concorrência
A decisão de discriminar produtos já vendidos no país em razão da origem agridem regras da Organização Mundial do Comércio (OMC) e podem afetar a imagem do país;
Lucros
Mesmo com as montadoras instaladas no país alegando custos de produção 60% maiores, os mesmos modelos fabricados na Europa, na Coreia do Sul e na China chegam ao Brasil custando até a metade, apesar de pagarem imposto de importação de 35% nas alfândegas. Não à toa, com margens expressivas de ganho, Fiat, GM, Volks e Ford estão remetendo lucros como nunca para as matrizes;
Transparência
As montadoras representadas pela Anfavea não fornecem dados claros e completos sobre seus custos de produção, o peso dos tributos incidentes e as margens de lucros. Não prestam conta nem ao governo, que as protege;
Globalização
O governo condicionou o não pagamento da alta do IPI ao uso de, no mínimo, 65% de peças nacionais nos carros montados no país. Mas esse índice de nacionalização é quase impossível de apurar.
Fontes: Especialistas.

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